
Chico Buarque há anos vem se revelando um artista dividido entre a música e a literatura, com passagem pelo teatro e cinema. Porém todas as suas obras carregam o tom melódico e poético das suas composições e interpretações. Não foi diferente em Budapeste, lançado pela editora Cia das Letras. O sétimo feito literário de Buarque traz uma narrativa leve, polifônica, com uma ótima estrutura, e revela mais uma vez a paixão do autor por diferentes idiomas e principalmente pela cidade do Rio de Janeiro.
O livro conta a historia de José Costa é um ghost writer conformado com seu anonimato que, ao voltar de Istambul numa escala não planejada em Budapeste, se depara com o húngaro e se apaixona pelo mistério e perplexidade da língua. Nessa buca pelos significados do idioma, José abandona sua mulher, filho e sócio e vai ao encontro de Kriska, sua professora e depois amante, que o acolhe no seu novo país, a Hungria. Entre as idas e vindas de Budapeste para o Rio e vice- versa, Costa nos mostra a beleza dos sentidos das palavras, suas faces, encantamentos e fascínios. O narrador faz uma “viagem” obcecada e inconseqüente pela linguagem do idioma húngaro e português, mas que te proporciona conhecimento e experimetos inéditos, mudando sua vida radicalmete.

O personagem principal se confunde com o autor. Assim como Chico Buarque, José Costa sente a necessidade de quebrar os limites dos estilos, é apaixonado pelas palavras, é um escritor recatado que foge da mídia, dos jornalistas, de polêmicas e prefere viver uma vida tranqüila, embora inquieta intelectualmente.
No livro Chico fala das húngaras e de Budapeste, detalhes da cidade, como nome de ruas, de colégios e museus com tanta precisão que parece ter vivido lá por muito tempo. Mas o curioso é que ele nunca foi à Hungria, o cenário húngaro é inventado de maneira tão convincente que chega a assustar tamanha criatividade. Portanto Budapeste demorou três anos para ser concluido, característica do autor que escreveu os dois romances anteriores, Estorvo (1991) e Benjamim (1995) em dois anos. Budapeste se transformou em filme em 2009, mas isso é história para outro post.
Para quem ficou na vontade de ler o livro, disponibilizamos aqui uma versão em PDF. Lembrando que gostando da obra, compre o original. Para baixar é só clicar no link abaixo.
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2 comentário(s):
- At 9 de fevereiro de 2010 13:19 Zé Gotinha said...
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altera o titulo pra crianças! falto o I! ;D abrs!
- At 10 de fevereiro de 2010 00:00 Tijolo said...
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hahahhahaa, verdade! Xô mudar agora! Valeu!










